
Hospital de Rebouças enfrenta impasse milionário e risco de desapropriação
Médico afirma que não pretende mais negociar, enquanto representantes do hospital e autoridades ainda buscam uma tentativa de conciliação para encerrar disputa que se arrasta há anos.
A audiência pública realizada na noite de 19 de maio, na Câmara Municipal de Rebouças, terminou sem uma definição concreta sobre o conflito envolvendo o Hospital de Caridade Dona Darcy Vargas e a cobrança judicial movida pelo médico Hugo Reis. O caso se arrasta há mais de dez anos e segue gerando preocupação entre autoridades e moradores do município.
Durante o encontro, ficou evidente a diferença de posicionamento entre as partes. O médico demonstrou descontentamento com a falta de avanços e afirmou estar cansado das tentativas de negociação sem resultado prático.
Segundo Hugo Reis, diversas reuniões já foram realizadas ao longo dos anos, mas nenhuma trouxe uma solução efetiva para o pagamento da dívida. Ele afirmou que pretende deixar o processo seguir exclusivamente pela via judicial e descartou reduzir o valor cobrado.
O médico também ressaltou que a demora na resolução do problema afeta diretamente a população, já que o município enfrenta dificuldades relacionadas ao atendimento de saúde.
Já a defesa do hospital avaliou a audiência de maneira positiva. O advogado Renato Hora afirmou que o encontro serviu para ampliar a transparência do caso e possibilitou que todos os envolvidos apresentassem suas posições diante da comunidade.
De acordo com ele, existe a expectativa de continuidade das conversas nos próximos dias, envolvendo representantes do Executivo, Legislativo e equipes jurídicas, na tentativa de buscar uma solução conciliatória.
Representando o médico, o advogado Robson Krupeizak declarou que havia expectativa de sair da audiência com uma proposta mais concreta de acordo ou definição de pagamento. Segundo ele, embora existam alternativas sendo debatidas, algumas possibilidades discutidas — como uma eventual desapropriação do imóvel do hospital — exigem procedimentos jurídicos complexos e podem prolongar ainda mais o desfecho do caso.
Sem consenso imediato, o impasse permanece aberto. Enquanto uma das partes demonstra esgotamento nas negociações e aposta na decisão da Justiça, a outra ainda acredita na possibilidade de diálogo para encerrar uma disputa que se tornou um dos temas mais debatidos da saúde pública local.
A audiência reuniu um grande número de moradores no plenário da Câmara, além de vereadores e vereadoras que também se manifestaram durante o debate, muitos deles favoráveis à possibilidade de desapropriação do hospital.
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