Projeto pode ampliar desconto no Imposto de Renda para despesas médicas

Projeto pode ampliar desconto no Imposto de Renda para despesas médicas

Proposta em análise no Senado permite deduzir despesas médicas de dependentes mesmo quando a cobrança ocorre após o falecimento.

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Proposta em análise no Senado busca garantir que contribuintes possam deduzir gastos com saúde realizados antes do óbito, mesmo que a cobrança ocorra posteriormente.

Um projeto de lei apresentado no Senado Federal pretende alterar as regras do Imposto de Renda para permitir a dedução de despesas médicas cobradas e pagas após o falecimento de um dependente.

A proposta foi apresentada pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e altera a Lei nº 9.250/1995, que estabelece regras para o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

Atualmente, a Receita Federal entende que, para uma despesa médica ser deduzida, a pessoa atendida deve estar na condição de dependente no mesmo ano em que ocorre o pagamento da despesa. Esse entendimento está previsto na Solução de Consulta SRRF nº 3.062, de 2025.

Na prática, a regra pode impedir a dedução de despesas médicas realizadas antes da morte de um dependente, mas cuja cobrança ocorre somente meses depois.

Exemplo

Um dos exemplos citados é o de um pai que custeia um tratamento médico realizado por um filho dependente em novembro. Caso o dependente venha a falecer em dezembro e a cobrança seja emitida apenas em fevereiro do ano seguinte, a despesa poderá não ser aceita para fins de dedução no Imposto de Renda pelas regras atuais.

O Projeto de Lei nº 2.278/2026 busca criar uma exceção para essas situações, permitindo que o contribuinte deduza o gasto mesmo que o pagamento aconteça após o óbito do dependente.

Objetivo da proposta

Segundo o autor do projeto, a medida busca preservar o impacto econômico da despesa efetivamente suportada pelo contribuinte.

Na justificativa da proposta, o senador afirma que a mudança está alinhada aos princípios da boa-fé, da capacidade contributiva e da segurança jurídica, evitando que famílias sejam prejudicadas por cobranças realizadas após a morte de um dependente.

Tramitação

O projeto foi apresentado em 8 de maio e ainda aguarda definição sobre quais comissões do Senado serão responsáveis pela análise da proposta.

Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado, o texto passará a integrar a legislação do Imposto de Renda da Pessoa Física.

Fonte da notícia:Agência Senado

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