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Médico é indiciado por violação sexual contra paciente durante consulta em Irati
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Médico é indiciado por violação sexual contra paciente durante consulta em Irati

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito que investigou um médico ginecologista, de 81 anos, suspeito de praticar violação sexual mediante fraude contra uma paciente de 24 anos, moradora de Teixeira Soares. O caso ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2026, durante uma consulta em um consórcio intermunicipal de saúde em Irati.

Segundo as investigações, o médico teria se aproveitado da relação de confiança com a paciente e, sob o pretexto de procedimentos clínicos, praticado atos sem qualquer respaldo técnico-científico ou protocolo médico reconhecido durante o exame ginecológico.

A vítima registrou boletim de ocorrência sete dias após o fato. Em depoimento, relatou que o atraso ocorreu devido ao abalo emocional e à tentativa de lidar com a situação, buscando ajuda após confirmar com outros profissionais que os procedimentos realizados não eram adequados. Ela também relatou sintomas como insônia e desespero.

Durante a apuração, foi constatado ainda que o médico atendeu uma ligação pessoal durante a consulta, mantendo a paciente em situação vulnerável. Além disso, não houve registro clínico do atendimento no prontuário, como anamnese ou solicitação de exames, diferentemente de consultas anteriores com outros profissionais.

A investigação incluiu a oitiva de testemunhas, profissionais de saúde e a escuta especializada do filho da vítima, de 5 anos, que presenciou parte do atendimento.

Diante dos fatos, o investigado foi indiciado pelo crime de violação sexual mediante fraude (art. 215 do Código Penal). A Polícia Civil também solicitou o afastamento das funções públicas e a suspensão do exercício profissional, devido ao risco de novos casos.

O Ministério Público já apresentou denúncia formal e reforçou o pedido de afastamento. Até o momento, não há decisão judicial sobre a medida.

A PCPR orienta que vítimas de crimes contra a dignidade sexual procurem a delegacia. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 197 ou 181.

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