Mais um acidente reacende alerta para trevo da BR-476 em Paulo Frontin

Mais um acidente reacende alerta para trevo da BR-476 em Paulo Frontin

Trecho é alvo de críticas há anos e segue registrando acidentes frequentes, principalmente envolvendo motoristas que não conhecem a rodovia.

Geral
Compartilhar:

Um novo acidente registrado no trevo de acesso a Paulo Frontin, na BR-476, voltou a levantar questionamentos sobre a segurança do local. O trecho, que passou por alterações estruturais há alguns anos, continua acumulando ocorrências e sendo motivo de reclamações por parte de motoristas que utilizam a rodovia.

Segundo relatos de usuários, acidentes e saídas de pista são registrados com frequência no local, muitas vezes envolvendo condutores que trafegam pela rodovia pela primeira vez e acabam sendo surpreendidos pela configuração do trevo. A situação tende a se agravar durante a noite ou em períodos de neblina, quando a visibilidade é reduzida.

As mudanças realizadas em 2018 substituíram a antiga rotatória por uma estrutura com divisão física das pistas por meio de uma mureta. Com a alteração, os motoristas que seguem de União da Vitória em direção a São Mateus do Sul precisam acessar uma pista lateral, enquanto o acesso ao município de Paulo Frontin permanece pela pista principal.

Desde então, usuários apontam dificuldades para compreender a sinalização e afirmam que a divisão física dificulta a correção de trajetos. Quem entra na pista incorreta precisa seguir até um ponto de retorno, situação que pode favorecer manobras bruscas e aumentar o risco de acidentes.

As reclamações sobre o trecho não são recentes. Em 2021, moradores, motoristas e autoridades já cobravam mudanças na estrutura, alegando que a mureta era de difícil visualização, especialmente durante a noite e em dias de neblina. Também eram frequentes os relatos de freadas bruscas e colisões provocadas pela dúvida dos condutores sobre o trajeto correto.

Na época, o então prefeito de Paulo Frontin, Jamil Pech, encaminhou ofícios solicitando providências aos órgãos responsáveis e defendeu a retirada da mureta, com o retorno da rotatória, argumentando que a intervenção não havia solucionado os problemas de segurança no local.

Em resposta às cobranças, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou, na ocasião, que o trecho possuía sinalização adequada e fiscalização eletrônica, atribuindo parte dos acidentes ao desrespeito ao limite de velocidade de 60 km/h. O órgão também informou que estudava uma readequação do trevo dentro do projeto de restauração da BR-476.

Passados cinco anos desde o início das discussões, os registros de acidentes continuam frequentes, mantendo a preocupação de quem utiliza diariamente a rodovia. Enquanto uma solução definitiva não é implantada, motoristas seguem redobrando a atenção ao passar pelo trevo, considerado um dos pontos mais críticos da BR-476 na região.

Galeria de fotos

Fonte da notícia:Portal RDX

Gostou? Compartilhe:

Compartilhar: