
O médico ginecologista e obstetra Felipe Lucas, de 81 anos, deixou a prisão após decisão do Poder Judiciário que autorizou sua liberação. A informação foi confirmada pela defesa do profissional.
Felipe Lucas havia sido preso preventivamente em razão de uma investigação relacionada a um atendimento médico realizado durante um parto ocorrido no ano de 2011.
Segundo as investigações, o profissional é acusado de abuso sexual contra uma paciente no momento em que ela estava prestes a dar à luz. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça após os primeiros levantamentos realizados pela Polícia Civil, que apontaram a gravidade das alegações e a necessidade de interromper a atuação do médico diante do risco a outras pacientes.
A defesa do médico ginecologista e obstetra Felipe Lucas divulgou uma nota pública informando que o Poder Judiciário determinou a soltura imediata do profissional.
Segundo os advogados, Felipe Lucas havia sido preso em razão de uma acusação relacionada a um atendimento médico realizado durante um parto no ano de 2011.
Em nota, a defesa afirma que, desde o início do caso, sustentou que a prisão seria “injusta e desnecessária”, alegando que o médico atuava dentro da rotina de um procedimento obstétrico e que os fatos investigados ocorreram há cerca de 15 anos.
Ainda conforme o comunicado, a Justiça reconheceu a extinção da punibilidade no processo, entendimento que, de acordo com a defesa, impede a aplicação de qualquer punição relacionada ao caso. Com isso, foi determinada a expedição imediata do alvará de soltura.
A defesa também manifestou preocupação jurídica e social em relação à prisão de um profissional da medicina, idoso, por fatos ligados a um atendimento obstétrico ocorrido há mais de uma década.
Por fim, os advogados informaram que continuarão acompanhando o caso e adotando as medidas consideradas cabíveis para preservar a honra, a dignidade e as garantias constitucionais do médico.
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