
Esposa que chorou no velório é condenada por mandar matar empresário em Cuiabá
Investigação revelou que Ana Cláudia Flor foi a mandante da execução do marido, Toni da Silva Flor; além dela, intermediários e o atirador também foram condenados pela Justiça.
A condenação de Ana Cláudia Flor encerrou um dos casos criminais de maior repercussão em Mato Grosso. Apontada como mandante da morte do marido, o empresário Toni da Silva Flor, de 37 anos, ela recebeu pena de 18 anos de prisão por homicídio qualificado após as investigações apontarem que planejou e encomendou a execução ocorrida em agosto de 2020, em Cuiabá.
Na manhã de 11 de agosto de 2020, Toni estacionou o veículo em frente a uma academia de jiu-jítsu quando foi surpreendido por um homem armado, que efetuou diversos disparos à queima-roupa. O criminoso fugiu logo após o ataque, enquanto o empresário morreu no local.
Inicialmente, a polícia trabalhou com diferentes linhas de investigação, incluindo a possibilidade de acerto de contas ou erro de alvo. Durante o velório, a esposa apareceu emocionada e chorando sobre o caixão, cena que comoveu familiares e amigos.
Com o avanço das investigações, porém, a Polícia Civil e o Ministério Público descobriram que o crime havia sido cuidadosamente planejado. A apuração reuniu provas obtidas por meio de quebras de sigilo telefônico, cruzamento de informações e depoimentos, indicando que Ana Cláudia articulou a contratação dos executores por intermédio de terceiros.
Durante o julgamento no Tribunal do Júri, a defesa alegou que o casal enfrentava conflitos no relacionamento. Já a acusação apresentou as provas que demonstravam a participação da ré na organização do homicídio. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público e condenaram Ana Cláudia por homicídio qualificado.
Além da mandante, os intermediários envolvidos na contratação do crime e o atirador responsável pela execução também foram julgados e condenados pela Justiça.
O caso Toni Flor ganhou grande repercussão por revelar que a investigação apontou a própria esposa da vítima como responsável por arquitetar o assassinato, tornando-se um dos episódios mais marcantes da crônica policial de Mato Grosso.
Foto: Redes Sociais
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