
Empresários pedem socorro após tornado devastar região: urgência agora é econômica. “Estamos lutando, mas está difícil retomar"
Empresários atingidos pelos tornados clamam por apoio urgente para evitar demissões e fechamento de empresas.
A noite do dia 7 de novembro de 2025 ficará marcada como uma das mais destrutivas já registradas no País. O tornado que atingiu com violência os municípios de Candói, Guarapuava e Rio Bonito do Iguaçu deixou um rastro de destroços, provocou perdas irreparáveis e mudou a rotina de centenas de famílias. A resposta humanitária, rápida, organizada e eficiente, do Governo do Paraná e da população paranaense foi crucial para salvar vidas e oferecer abrigo a quem perdeu tudo.
Mas, passada a fase emergencial, uma nova crise começa a se formar, silenciosa, porém assustadora: a crise dos empresários.
“ESTAMOS LUTANDO, MAS ESTÁ DIFÍCIL RETOMAR”
O desabafo é de Edson Moreira, sócio proprietário do tradicional Posto Três Pinheiros, referência na BR-277, entre Candói e Guarapuava. Conhecido como parada obrigatória de caminhoneiros e turistas, o posto teve sua estrutura severamente danificada pelo tornado. “Estamos lutando muito, mas está difícil de retomar a normalidade das atividades. Mesmo com o seguro, que cobriu parte dos prejuízos, não conseguimos reconstruir tudo o que foi destruído. Precisamos de ajuda, urgente.”
Edson relata que não é um problema isolado: certamente muitos empresários e agricultores da região estão enfrentando a mesma dificuldade. Sem capital para reconstrução completa, muitos atuam de forma limitada, e alguns já falam até em fechar as portas.
AÇÃO HUMANITÁRIA FOI EXEMPLAR, MAS A ECONOMIA LOCAL PEDE O MESMO OLHAR
O empresário faz questão de reconhecer a mobilização impressionante que marcou os primeiros dias após a tragédia. “Foi um exemplo de agilidade e trabalho organizado para atender os moradores. O Paraná mostrou sua força e união.”
Mas o alerta agora é outro e urgente. “Os empresários, que geram centenas de empregos, precisam de atenção. Se nada for feito rapidamente, veremos demissões e o fim das atividades de pequenas e médias empresas, que muito contribuem para o desenvolvimento das regiões atingidas.”
O empresário afirma que até o momento não tomou ciência de qualquer ajuda financeira do Governo Estadual ou Federal para os empresários atingidos e continua aguardando a sensibilização dos governantes para os problemas enfrentados. Segundo ele, cada empresário, incluindo aí produtores rurais que também sofreram com as consequências do tornado, esperam ansiosos por auxilio dos executivos estadual e federal. “Não queremos nada de graça, o que precisamos é de linhas de crédito que atendam essa demanda, com juros compatíveis com a realidade e carência para início do pagamento. Mas reitero, isso é urgente. Muitos empresários atingidos, dependem fortemente das vendas de final e início de ano para sustentarem seus negócios, realidade que esse ano com certeza não será alcançada e que terá forte impacto nos demais meses de 2026. Nossa “safra” deveria ser agora, mas infelizmente isso não acontecerá, ainda estamos atuando com muita precariedade e sem perspectivas de resolver todas as adversidades a curto prazo. Certamente teremos prejuízos muito impactantes para o futuro dos negócios”, acrescenta.
DESTRUIÇÃO NO TRÊS PINHEIROS
A força dos ventos arrancou árvores, destruiu placas, derrubou partes da estrutura de abastecimento e simplesmente destruiu toda a loja de conveniências do posto. Não fosse a ação rápida de toda a equipe de trabalho os prejuízos teriam sido muito maiores ainda.
Mesmo que precariamente já a alguns dias o posto voltou a atender ao público, mantendo seu compromisso de receber os viajantes que por muitos anos fazem do Três Pinheiros seu local de parada na BR 277. “Nossa prioridade é manter o atendimento, mas estamos operando muito abaixo do normal. Estamos fazendo o possível, e o impossível, para continuar.”
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